sábado, 27 de junho de 2009

Dieter Rams e Jonathan Ive


Dieter Rams (20 de Maio de 1932, Wiesbaden) é um designer industrial alemão intimamente ligado à empresa Braun. É um dos mais influentes designers doséculo XX.1947-53, Rams estudou arquitetura na Escola de Wiesbaden e fez cursos de carpin

taria. Após ter trabalhado para o arquitecto Otto Apel entre 1953 e 1955,ele passou a integrar o sector de eletrónicas da Braun, do qual se tornou director em 1961, posição que manteve até 1995. O design de Rams é associado à frase "Weniger, aber besser", que significa "menos, mas melhor", que ele teria usado uma vez para explicar o seu conceito. Dieter e sua equipa desenharam diversos produtos para a Braun, incluindo um famoso toca-fitas chamado SK-4 e um projetor de slides de alta tecnologia, a série 'D' (D45, D46). Muitos dos seus produtos cafeteiras, calculadoras, rádios, equipamentos audio-visuais e produtos de escritório tornaram-se peça fixa de vários museus, incluindo o MoMA, em New York.

Por aproximadamente trinta anos, Dieter Rams trabalhou como diretor de design da Braun, até se reformar, em 1998. Hoje é uma lenda nos círculos de design e mais recentemente trabalhou para a revista Wallpaper.

É comum ouvir-se que o design de Rams influenciou o de Jonathan Ive, da Apple, designer de produtos como o iMac, o iPod e o iPhone.


Jonathan Ive, nascido em 1967 na cidade de Londres, mudou-se para San Francisco em 1992 pra ser integrante da equipe de designers da Apple Computers Inc. No ano de 1996, Ive foi promovido a líder do departamento de design industrial da empresa onde comandou a criação de uma série de produtos de sucesso que iniciou com o lançamento do primeiro iMac translúcido em 1998.

Em 1999 lança o iBook o 22” Cinema Display, PowerMac G4 Torre e o iSub, em 2000 o Cube G4, em 2001 o Titanium PowerBook G4 e o iPod - maior sucesso de vendas da Apple, sendo o MP3 player mais vendido no mundo.

Em 2002 Apple introduz no mercado o novo iMac - inspirado nos girassóis, mas conhecido como "abajour" - e o eMac, destinado especialmente para setores educacionais, em 2003 os Powerbook de 12" e 17" - o menor e o mais fino notebook até então.

Em 2004, Apple introduz o novo iMac, o PowerMac G5 e o Mac Mini, todos criação de Jonathan Ive, vencedor do "Design Museum's first Designer of the Year" e um dos mais cultuados Designers Industriais.




"Design não é arte" Maldonado

                                

Tomás Maldonado, contemporâneo de Max Bill, lecciona também na escola de Ulm, no entanto defendem teorias bem distintas.

Para Maldonado design não é arte é sim uma forma de expressão de carácter funcionalista onde não intervém fortemente o sentimento e a expressão do autor num sentido de contar algo de mais ou menos complexo que se passa no seu interior.
É extremamente interessante saber um pouco acerca dos seus percursos e entender as suas perspectivas.


E claro, já agora, pronunciarmos uma posição activa e fundamentada sobre a questão do design e da arte e das suas relções.
Experimentamos fazê-lo numa aula de história da teoria do design, no entanto tive alguma dificuldade em aperceber-me das conclusões. A verdade é que tenho uma opinião pessoal!! Bem, mas certamente que a minha opinião não será relevante no sentido de esclarecer alguém, pois este tema terá ainda de ter grandes discussões e grandes esclarecimentos ao nível dos significados e dos conceitos para que se defina a linha de separação entre cada um deles!

Talvez pensar sobre isto não faça mal!!! Talvez cada um de nós possa acrescentar alguma coisa com o tempo que puder dispender a reflectir sobre questões tão interessantes.

A Influência da Bauhaus na arquitectura e design franceses

A Bauhaus foi uma escola de artes pláticas, design e arquitectura que nasceu na Alemanha e que se tornou um ícone em todo o mundo. O reconhecido espírito de vaguarda da escola revelava-se nos projectos elaborados no seio da mesma, por alunos submetidos a um tipo de ensino muito específico, especial e também, por si só, vanguardista; desprovido de preconceitos nem condicionantes projectuais.

A escola Bauhaus mostrou e ensinou ao mundo uma tendência minimalista e dotada de

um carácter fortemente funcional. Destacam-se o design simplificado e sintético de objectos,

e na arquitectura o recurso a linhas direitas, ortogonais, baseadas no uso de sólidos puros,

enfatizando a claridade, a grandeza, a amplitude das formas. A influência das características e da forma de “pensar Bauhaus” rapidamente se extendem à Europa, sobretudo ocidental, e aos Estados Unidos da América, registando o seu apogeu no pós-II Guerra Mundial, onde num mundo destruido e arrasado se reconstruram muitas cidades. A partir da década de 1960 Paris (França) tornou-se um pólo importantíssimo de vanguarda ao nível da arquitectura e do design.

Previlegiados, os franceses disfrutaram da fuga de alunos e dirigentes da Bauhaus que sairam da Alemanha após o encerramento forçado da escola pelas mãos de Hitler e que, assim, ensinaram os novos modos de viver, ver e funcionar na sociedade quotidianamente.

No filme “Play Time” que retrata a sociedade francesa dos anos 60 satiriza-se isto mesmo (em

exagero, claro). Encontramos uma adopção exaustiva do conceito de funcionalidade versus simplicidade, o recurso às novas tecnologias e a novos materiais ou técnicas. No entanto, e pegando nas questões que o filme elege, estes conceitos ligados à produção em série de objectos simples e funcionais, assistimos a uma sociedade que se torna também simplificada, mecanizada e repleta de individuos “produidos em série”!, pois todo o fascínio ligado às tendências pós-modernistas se tornou num “moda” e num estatuto; pelo que, as pessoas nos aparecem todas iguais e todos os seus gestos ridiculamente mecanizados e simples e invariavelmente ligados a uma atitude minimalista e. Tal e qual como os seus idifícios que num estilo pós-moderno, ora institucionais, ora habitacionais ou outros se revelam exaustivamente idênticos.

Portanto é de enfatizar que a Bauhaus se revolucionou na “sua época”(ainda que se tenha tornado intemporal!) e é até aos dias de hoje uma referência extremamente importante no modo de fazer arquitectura e design (pós-modernista). A sociedade francesa foi previlegiada por beber de fontes directas, e a sua socidade de 60 retratava isso mesmo, e essa herança perdura até hoje, pois ainda que as tendências se alterem as teoriais mutam, mas perduram.


"Desin é Arte" Max Bill


O mais aclamado protagonista do Swiss Style foi Max Bill. Artista plástico, escultor, arquitecto, designer gráfico e de interiores; Bill estudou na Bauhaus em Dessau, e foi mais tarde docente na Escola Superior de Design em Ulm.

Max Bill deixou-nos uma extensa obra, quase toda ela marcada por um purismo ascético e espartano, formas reduzidas ao essencial, contenção emocional – e excelente tecnologia suíça.
O seu trabalho foi uma tentativa constante de equilibrar o acto de criar arte livremente com a arte utilitária, aplicada a fins funcionais. O seu esforço foi equilibrar as formas severas do produto industrial com as formas fluídas da «obra de arte». Bill preocupou-se pelo pensamento filosófico e pela aplicação prática.
Max Bill começou a sua longa carreira como estudante na Bauhaus de Dessau (1927-28); aí foi «contaminado» pelos ideais do Funcionalismo.
Em 1929, Bill estabeleceu-se em Zurique, onde começou uma actividade polifacetada.
Em 1930/31 surgem os seus primeiros posters, como, por exemplo, o cartaz da Exposição de Arte Rupestre Africana no Kunstgewerbemuseum Zürich. Em 1933 elabora as suas primeiras esculturas.
Artista plástico, escultor, arquitecto, designer gráfico e de interiores, Bill estudou na Bauhaus em Dessau, e foi mais tarde docente na hochschule für gestaltung, a escola superior de design em Ulm vocacionada para continuar o legado da Bauhaus.
A sua obra gráfica é caracterizada por um purismo muitas vezes platónico e estéril. No desenho gráfico e editorial, Max Bill foi um dos primeiros a aplicar o conceito de organização racional dos espaços com o auxílio de uma grelha.
Em 1938, Max Bill arquitecto, associa-se ao CIAM (Congrès International d’Architecture Moderne, associação de arquitectos impulsionada por Le Corbusier).
A partir de 1944, começa a fazer design industrial. No ano lectivo 1944-1945 lecciona a disciplina «Formlehre» na já famosa Kunstgewerbe­schule Zürich.
Em 1947, Bill fundou o seu institut für progressive cultur. Em 1951, junto com Otl Aicher (página 251), foi co-fundador da hochschule für gestaltung em Ulm, Alemanha, escola que tentou retomar e continuar o legado da Bauhaus depois da Segunda Guerra Mundial.
A partir de 1952, foi reitor e director do Departamento Architektur und Produktform da hfg. Max Bill escreveu numerosos artigos e ensaios; foi distinguido com numerosos prémios e honras internacionais.




Em 1938, Max Bill (arquitecto), associou-se ao CIAM (Congrès International d’Architecture Moderne, associação de arquitectos impulsionada por Le Corbusier). A partir de 1944, começou a fazer design industrial.

No ano lectivo 1944-1945 leccionou a disciplina «Formlehre»: na já famosa Kunstgewerbeschule Zürich. Em 1947, Bill fundou o seu institut für progressive cultur.

Em 1951, junto com Olt Aicher, foi co-fundador da hfg em Ulm, Alemanha.

A partir de 1952, foi reitor e director do Departamento Architektur und Produktform da hfg.

Max Bill escreveu numerosos artigos e ensaios; foi distinguido com numerosos prémios e honras internacionais.




ULM

Após o final da II Guerra Mundial (por volta de 1949), a Alemanha encontra-se desestabilizada economicamente.Os Estados Unidos, preocupados com o avanço soviético, lançam o Plano Marshall, para a reconstrução económica da Europa. Procurando reerguer a economia e a identidade do país, a Alemanha retoma o seu interesse pela Bauhaus: símbolo de qualidade, tecnologia, cultura e superioridade. A imprensa local passa a publicar diversos artigos sobre a escola, facto que desperta em Max Bill (ex-aluno da Bauhaus) o interesse em fundar, em 1951, a Hochschule für Gestalting (Escola Superior da Forma) em Ulm. A verba para a criação da escola surgiu através da professora Inge Aicher-Scholl, que conseguiu junto do superintendente americano J.J. McClay uma licença para criar a Fundação Irmãos Scholl, que apoiaria a escola. Além de Max Bill e da senhora Inge Aicher-Scholl, também participaram da fundação da escola os professores Otl Aicher, Max Bense, Hans Gugelot e Tomás Maldonado.


As atividades da escola iniciam-se em 1953, sob a direção de Max Bill, que privilegiava a forma em detrimento da função, da produção e do mercado. As suas ideias contrariavam o corpo docente que buscava uma escola voltada para um design mais tecnológico.


“O renascimento do design alemão se

caracterizou por uma estética puramente

racional, que se converteu na base da

chamada “síndrome da caixa preta”, em

que grande número de produtos, sobretudo

aparelhos de som, eram paralelepípedos

negros.”

Niemeyer, 2000

Braun





Com o tempo as discordâncias internas ultrapassaram os limites da escola e chegaram a público pela imprensa.

Com isso o governo passou a exigir uma reformulação ideológica da escola como condição para obtenção de novos recursos. Contrários a essa idéia, professores e alunos decidiram pelo fim da escola, em 1968.





“A Escola de Ulm votou sua auto-extinção

em 1968, depois de intensos choques com a

ideologia do neocapitalismo alemão.”

Souza, 2000


Assim como a Bauhaus, a escola de Ulm continuou espalhando suas sementes através de ex-professores e alunos, entre eles o brasileiro Alexandre Wollner e o alemão Gui Bonsiepe.




Olt Aicher reconhecimento












Otl Aicher, também conhecido como Otto Aicher (31 de Maio de 1922 - 1 de Setembro de 1991) foi um dos maiores designers gráficos alemães do século XX. Em 1952 casou-se com Inge Scholl, irmã de Hans Scholl e Sophie Scholl - os dois foram executados em 1943 por participar da Rosa Branca, um grupo de resistência ao movimento nazi.

Trabalhou intensamente com identidade visual e desenhou o logo da Lufthansa em 1969.


Aicher ficou muito conhecido por ter feito em 1972 um conjunto de pictogramas pra os jogos ollímpicos de Munique, incluindo o mascote Waldi.

Também criou a família tipográfica Rotis em 1988. O nome se deve à localização de seu escritório, na cidade de Rotis, Alemanha.